Sunday, May 17, 2009

Equipa Completa

Já chegaram os meus colegas durante um mes.
O Josef, Austriaco de 38 anos que vem dos Sistemas de Informação de um Hospital com 2400 camas e 8500 pessoas. Eu a pensar que o Santa Maria era grande. Pareceu-me comunicativo mas com um ar um pouco neurótico. Tem como atenuante ter vindo da tropa esta semana (pelos vistos de 2 em 2 anos eles vão 15 dias ao serviço militar) e de estar a planear mudar-se para casa de uma mulher casada com dois filhos mas que o marido ainda não sabe. Parecem-me razões mais que suficientes para umas quantas neuroses.
E a Anne, Finlandesa de 53 anos, uma espécie de Técnica de Neurologia Especializada (não é enfermeira já me garantiu) que ainda não sei muito bem de onde vem. Pareceu-me muito simpática e comunicativa embora com dificuldades no ingles o que me surpreendeu para as suas origens. Como curiosidade o marido vem cá passar 15 dias mas vai ficar num hotel já pago e a 20 min daqui. Estes Finladeses...
Tudo pronto para arrancar !
Here we go...
A apresentação que vou fazer amanhã...
Apresentação 1º Dia Malta

Ordem de Malta

 


Vista sobre o protectorado que ainda subsiste da lendária Ordem de Malta. Neste momento é como o Vaticano em Roma, um território com regras próprias.
Para os curiosos ficam os links para conhecer a sua história:

Ordem de Malta no Wikipedia
Seguidores da Ordem de Malta em Portugal
A Ordem de Malta a fazer-me concorrência

Não deixa de ser importante também para a nossa história pois dois dos mais importantes lideres (Grão Mestres) da ordem foram portugueses, resultando em ruas, edifícios como teatros e até o próprio forte terem os seus nomes.
Noto quando ando pela rua e digo que sou PortuguÊs as pessoas com um brilho especial nos olhos logo me oferecendo algo. (claro que não, estou a brincar... no máximo atiravam-me uma bola de futebol)
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Preços de Mercado

Bem, fui ao supermecado... leite a 1,51 euros... se o meu amigo Hugo da Lactogal sabe isto vem para cá viver e vender leite!!!

Primeiro almoço em Malta

 

 


O Paul, que é o gestor do programa, levou-me a almoçar a este mágnifico restaurante com vista para a emergente Silena. Cidade que como se vê está em maciça construção, descaracterizando um pouco a paisagem. O restaurante foi muito agradável, e metade das pessoas que lá estavam podiam perfeitamente ser Portugueses só pelo aspecto.
O menu tinha essencialmente comida italiana e marisco, tive naturalmente que ir para a pasta. Assim como o Paul, que num agradável almoço me foi partilhando muito do que se passa em Malta.
Fiquei a saber que estão precisamente a mudar o código do trabalho da função pública (ele anda a entrevistar os gestores intermédio da Saúde), que o novo Ministro da Saúde em conjunto com o Director da Saúde e com ele como acessor estão a alterar completamente a estrutura da Saúde no pais, muito à imagem do NHS, que apostam no modelo de grande hospital único por função e não por hospitais dispersos pelo país. Também fiquei a saber que o taxista estava enganado, eram 1000 camas no antigo hospital e agora são 800, e que os Suecos que construiram ganharam o concurso internacional de obras.
Fiquei também a conhecer um pouco mais a vida já muito experiente dele, que aos 18 anos foi estudar para os Estados Unidos, depois foi para Inglaterra, viveu também na Grécia e na Alemanha e agora regressou a Malta deixando o seu marido (sim, marido) em Berlim. Isto sim, é a verdadeira mente aberta de um cidadão do Mundo.
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A verdadeira Residencia

 

Isto sim, é uma residência universitária como todas deviam ser. A promover a interacção com condições de grande qualidade. A residência é um quadrado em que todos os quartos estão virados para dentro e no meio esta magnifica piscina com um bar e todas as condições para uma magnifica estadia em Malta.
Também tem lavandaria, auditório (bem grande como podem ver pelas fotos) e sala de estudo.
A unica desvantagem é não estar a distância a pé de nada. Bem, também não é bem assim, daqui à universidade e hospital são 20 minutos a pé.
Tudo é pequeno em Malta dizem eles.
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Apartamento Universitário

 


Bem bom. Para residência universitária estava à espera de muito menos. Já para não falar que tanto o Gestor do Programa como a própria residência me trouxeram comida para ter no fim de semana. E esta para acolhimento?
So far so good.
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Chegada a Malta

15 de Maio
Aeroporto pequeno mas simpático. 21ºC às 21 da noite, nada mau.
Taxi à espera e lá fomos nós pelas ruas tranquilas de Luqa até Lija, a cidade onde irei ficar o próximo mês. Não é bem uma cidade, a zona Norte de Malta onde está a capital Valletta é um conjunto de cidades contiguas que não se destingue as fronteiras senão com umas placas a indentificar cada uma delas.
Primeira impressão dos malteses, gente simples com aspecto um pouco árabe e muito acolhedora. Foi muito interessante a conversa com o taxista, que me falou do que o Euro fez aos preços, de como era muit bom viver ali porque nunca havia confusão e de que tinha sido uma estupidez este novo Hospital que tinha baixado das anteriores 800 para 400 camas. Fiquei surpreendido, ainda para mais quando ele apontou e disse que era o Hospital Mater Dei onde eu fiquei colocado. Primeiro, não parece um hospital, segundo é inacreditavelmente grande. Só um dos pavilhões dava para essas camas todas. Acho que vou precisar de uma bicicleta para o atravessar. Vocês depois irão perceber pelas fotos. E assim foi, chegada, percepção e recepção.
Estou em Malta.

Ganhar lanço a Norte

 

Pois é, vivermos onde o gato perdeu as botas na Europa leva a que para ir para uma latitude abaixo da nossa tenha de ir quase ao Ártico apanhar transporte.
Quis ir para Malta fui para Londres.
Hospitaleira mas fria Londres revelou-se um estação de passagem competente. Hora e meia de autocarro pelo interior para ir para o Aeroporto de Luton (não há Stansted - Malta) foi um agradavel bónus.
Mas já chega de frio e nuvens, vamos para o Mediterrâneo.
Até já
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